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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Aprender

"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida... Basta desaprender o receio de mudar."

Martha Medeiros

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Desejo a você

Desejo que você
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo.
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina,
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias. Lute pelo que você ama.



Augusto Cury

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Passam os homens...

 

Ficam as vísceras, as lágrimas, as feridas, aquelas fotos em Moreré...

Seria ótimo se a vida fosse tão simples quanto a frase “a fila anda”. Anda pra quem, né? Essa parte é bem importante, mas ninguém fala. A fila anda pra quem tá em pé, forte, viril, a milhão. E esses costumam não ser aqueles que realmente desejam que a fila ande. Porque, cá entre nós, há alguns momentos da vida em que, mesmo que haja uma fila, ela não anda. E quem quer saber de bofe novo quando está na lama? Quem tem olhos para a fila quando o amor da vida acabou de partir levando o cachorro que você aprendeu a chamar de seu? E se por um instante a gente levanta os olhos para espiar a tal fila, a chance de a visão ser terrível é imensa. Chatos, sebosos, bêbados, metrossexuais passivos e um antigo colega de escola que parece mais um serial killer a te perseguir no facebook:  Fila de merda. Na verdade, neste momento “ninguém-me-ama-ninguém-me-quer”, não há uma pessoa no mundo que preste. Nem se o James Franco estivesse ali parado com a senha de número 01... Bom, talvez nesse caso desse para mudar de ideia. Mas, infelizmente, James Francos nem sempre estão dando sopa no mercado. A fila dificilmente anda para quem passa o dia a cantarolar Adriana Calcanhoto: “Entre por essa porta agora, e diga que me adora, você tem meia hora pra mudar a minha vida...”.
Se a fila anda, por certo não é para os dilacerados e encalacrados afins. Pena. Afinal, como bem dizem: “A fila anda, mas a catraca emperra”.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Talvez

"Talvez se eu não tivesse chegado tão perto, nem te tocado tão fundo, nem sido tão eu … Talvez haveria alguma possibilidade."

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Não era amor, era melhor!

 Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travessos. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Você ainda acredita?

Como pode, menina, me diz? Como você ainda acredita nessas coisas? No quê? Você sabe: nas pessoas, no amor, num amanhã melhor do que o hoje. Te vejo suspirando pelos cantos, traçando planos mirabolantes, jogando palavras ao vento, e me pergunto como você consegue, de onde você tira tanta determinação? Deve ser algum tipo de predestinação, alguém um dia decidiu que você carregaria esse peso sobre os ombros: ser uma sonhadora. E você se apoderou do título. Teu sonho conduz tua vida, direciona teus passos, molda teu caminho. E você não desiste até alcançá-lo. Não cansa não? acreditar na vida assim, procurar tanto por um amor, quando o mundo lá fora grita que não há mais espaço para finais felizes, muito menos para "felizes para sempre"? Onde já se viu sonhar com amores eternos num mundo tão fugaz? Contos de fadas não existem mais, menina. Todas essas loucuras com que você sonha, as cenas de filme, os pores de sol, as declarações inesperadas, o amor maior do que tudo, tudo isso talvez seja coisa de outro mundo. Me perturba vê-la aqui parada nessa estação a espera do trem que te levará a esse outro mundo. E se ele não mais existir? E se uma onda gigante destruiu o que restara dele? E se todas as pontes que permitiam o acesso foram destruídas? E se? Existem tantos outros trens com tantos outros destinos diferentes, por que insistir nesse destino desconhecido? E se não chegar nunca? Eu sei, você vai dizer que não desiste até chegar lá. Mas em algum momento a espera deve machucar, não? Como naquela vez em que fostes arremessada de forma abrupta do trem que te levaria até lá. Te observei em silêncio, menina, e dessa vez achei que fosse o fim, que você não voltaria jamais a esse ponto de espera que poderia te levar novamente àquela dor incessante que sentias. Mas você voltou. Rasgou pedaços de papel, chorou, sumiu daqui por uns dias, se trancou em seu mundo, mas voltou. Quando eu menos esperei, te vi sorrir ao sentar em frente à plataforma. Lá estava você: cabeça erguida, malas prontas pra começar tudo de novo, esse amor pela vida exposto em cada poro do teu rosto. Você ressurgiu com esperança. De onde sai tudo isso, menina? Que chama de esperança é essa que não apaga nem com as chuvas e rajadas de vento que a vida lança sobre ti? E essas lágrimas que vez ou outra caem? não te ensinam nada? não te dão uma lição? Não, a resposta provavelmente é essa ou então algum daqueles clichês de gente lunática que falam sobre volta por cima e lágrimas serem parte da vida. Lembro daquele dia em que te vi chorar e você sorriu em meio as lágrimas quando me viu e disse baixinho: "Eu ainda acredito." Esse deve ser o teu grito de guerra, menina. Suspeito que no meio da tua angústia, você levanta e brada que ainda acredita. Admiro você. Admiro a sua coragem e sua entrega. Mas me diz, menina, mesmo assistindo de perto a todas essas chegadas e partidas dolorosas, você ainda acredita?

sábado, 13 de agosto de 2011

"E já não dói mais . Mas dá saudade . Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás ."

C.F.A

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Férias

"Tô tirando férias, dando um tempo disso . Chega de amar, chega de me doar, chega de me doer ."


C.F.A


Chega de coisas fúteis, chega de sofrimento, chega de acreditar demais nas pessoaqs, eu quero mais é ser feliz, é me curtir, sabe?!
Porque não há companhia melhor do que eu. Só eu mesma sei do que gosto, do que não gosto, das vontades, das repulsas, dos lugares, dos momentos agradáveis. E só posso completar alguém, quando eu me sentir completa! :)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo . Combinado ? Este vai ser o nosso segredo . Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto . Uma cicatriz significa : Eu sobrevivi ."


 Chris Cleave

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Porque quem entra, permanece, mesmo depois de partir .

"Eu escrevo teu nome nessas pedras, que vou jogando por onde passo . No fundo, espero que você me siga, mas não tenho coragem de pedir, seria infantil da minha parte . Aí, tem gente que vem, sem nem ser chamado, sem nem se importar com o fato do nome escrito ali, ser outro . As pessoas não ligam para essas pequenezas, sabe ? Eu ligo . Ligo pra tudo . Sou mais de detalhes, que do todo . Sempre fui .  O fato é que fico olhando pra trás pra ver se você tá vindo e já tropecei umas quantas vezes . Esses dias mais . Isso porque não sinto teu cheiro no ar, não ouço o teu riso passeando pelas horas . E sinto falta . E sinto um quase-medo . Embora, não tenha a menor ideia de quê . Sabe quando você pressente o monstro no escuro, mesmo sem poder vê-lo ? É assim . Não sei se você entende, não sei se alguém entende e, realmente, não me importo . Não me importo mais com um monte de coisas . Dos benefícios do tempo . Hoje, parei e sentei bem aqui na beira desse rio que me atravessa . Só pra te pensar bem forte e te fazer sentir amor do lado de lá . Sim, porque você ainda não atravessou a ponte, bem sei . Mas, ando me sentindo fraca e cansada . Tenho andado demais, jogado pedras demais, esperado demais e você não me alcança . Talvez, seja melhor mergulhar e afogar os pensamentos . Espero que você consiga chegar a tempo e salvar os mais bonitos ."
Briza Mulatinho

domingo, 7 de agosto de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

"Que seja eterno o pouco que restou
do muito que lhe dei."


Melissa Abrantes
Ou melhor, que não seja eterno. Que você esqueça tudo o que lhe dei, porque você não merece nem o simples afago no cabelo ou uma palavra confortadora. Esqueça, porque o dia que você resolver dar valor, vai me procurar, e isso, eu não quero que aconteça. ESQUEÇA.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A vida

"A vida é tão amorosamente surpreendente que,
às vezes, no auge da nossa tristeza,
ela aparece com um presente que faz diminuir
o tamanhão todo da nossa dor.
Ele não cura, mas a gente lembra que a oportunidade de viver é algo bem maior, bem mais precioso, bem mais bonito, enquanto o desembrulha."
Ana Jácomo

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mude

"Torça bem as lágrimas, uma a uma, até desencharcar o coração. Depois, estenda a tristeza pra secar no varal
 da autogentileza. Lá costuma bater sol."



Ana Jácomo

Com um pouco de esforço, conseguimos gostar do que encontramos e esquecer o que queríamos achar

"Igualzinho ao que acontece com todas as pessoas, num trecho ou outro da estrada, eu já senti tanta dor que parecia que os golpes haviam me quebrado toda por dentro . Não sabia se era possível juntar os pedaços, por onde começar, nem se o cansaço me permitiria movimentos na direção de qualquer tentativa . Quando o susto é grande e dói assim, a gente precisa de algum tempo para recuperar o fôlego outra vez . Para voltar a caminhar sem contrair tanto os ombros e a vida . Um espaço para a gente quase se reinventar .
O tempo passa . O fôlego retorna . Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria . A alma é sábia : Enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo . E ele chega ."


Ana Jácomo

terça-feira, 2 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eu sei

Eu sei como é se segurar e deixar para chorar só quando ligar o chuveiro, assim ninguém percebe. Eu sei como é refletir sobre a vida antes de dormir e se certificar de que ninguém está ouvindo para começar a soluçar. Eu sei como é sofrer tão dolorosamente que as vezes você precisa fingir que vai ao banheiro, ou beber água, apenas para lavar o rosto e se recompor. Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de que não seja forte o suficiente para segurar as lágrimas quando está em público. Eu sei como é sentir aquele nó enorme na garganta, que te sufoca, até que você cede e chora. Eu sei como é sentar na cama, pegar o travesseiro e chorar tanto, mas tanto, que se surpreende com o rio que terá que esconder da sua família.  Acredite, eu sei como é tudo isso.
E nós que morávamos um no outro, ficamos sem casa .

Coração de pedra

Essa vida viu, Zé . Pode ser boa que é uma coisa . Já chorei muito, já doeu muito esse coração . Mas agora tô, ó, tá vendo ? De pedra . Nem pena do mundo eu consigo mais sentir . Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela . Todo mundo só abusava dela . Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma . Já era, Zé . É isso que chamam de ser esperto ? Nossa, então eu sou uma ninja . Bate aqui no meu peito, Zé ? Sentiu o barulho de granito ? Quebrou o braço, Zé ? Desculpa !

Encerrando ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão


Fernando Pessoa
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